A Paróquia São Luís Maria G. de Montfort , está situada a Rua Dr. Carmelo D' Agostino, 149 - Jardim

sábado, 5 de março de 2016

Programação da Semana Santa 2016

PROGRAMAÇÃO
SANTA

SEMANA

SANTA

10 DE MARÇO – Quinta-feira
“Do meu pecado todo inteiro vem lavar-me,
apagai completamente a minha culpa!”
19h      Confissões nas Com. São Luís, Santo Antônio e São Francisco

20 DE MARÇO – DOMINGO DE RAMOS.
 “Glorificarei teu nome ó Deus, Hosana nas alturas.”
08h      Procissão saindo das comunidades;
08h30  Concentração na Creche Fé e Alegria, Bênção dos Ramos e Procissão
09h      Missa de Abertura da Semana Santa na Escola Padre Leonel Franca
Coleta da Campanha da Fraternidade

21 DE MARÇO - SEGUNDA-FEIRA SANTA
“É Ele que na gratuidade do amor dá a vida
e não se opõe às escolhas humanas.”
20h00  MISSA DOS HOMENS                  Pe. Sérgio
            Na Com. São Luis de Montfort

20h00  MISSA DAS MULHERES             Pe. Fabrício
Na Com. Santo Antônio

22 DE MARÇO – TERÇA-FEIRA SANTA
 “Ó Senhor, por teu nome e tua honra,
perdoa os meus pecados que são tantos.”
20h      Celebração Penitencial
Na Comunidade Santo Antônio
Encerramento dos Grupos de reflexão da Quaresma

23 DE MARÇO – QUARTA-FEIRA SANTA
“Caminhemos com Ele pelo caminho do calvário até a ressurreição.”
20h      Via Sacra em todas as Comunidades

TRÍDUO PASCAL
DIA 24 DE ABRIL – QUINTA-FEIRA SANTA
Sou mestre que escuta e cuida seu povo, um Deus que se inclina e que lava seus pés.”
9h        Missa dos Santos Óleos com todos os padres  – Catedral da Sé

Missa da Ceia do Senhor e Lava pés.
19h30  Comunidade Nossa Srª das Graças   Seminarista Daniel
            Comunidade Santo Antônio              Pe. Sérgio
            Comunidade Santa Clara                   Pe. Fabrício
21h30  Comunidade São Francisco               Pe. Sérgio
            Comunidade São Luís                       Pe. Fabrício
Após as missas haverá a Vigília Eucarística (Adoração a Jesus Sacramentado) em todas as Comunidades.

25 DE MARÇO – SEXTA-FEIRA SANTA
PAIXÃO E MORTE DO SENHOR – DIA DE JEJUM E ABSTINÊNCIA
“Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão.”
15h      Solene Ação Litúrgica da Paixão e Morte de N. Senhor Jesus Cristo
Haverá a Coleta para os Lugares Santos
Comunidade Nossa Srª das Graças   Fernando
Comunidade Santo Antônio              Pe. Fabrício
Comunidade Santa Clara                   Paulo Sérgio
Comunidade São Francisco               Seminarista Daniel  
Comunidade São Luís                       Pe. Sérgio
17h30  Procissão saindo da Creche Fé e Alegria em direção ao estacionamento do Atacadão para a Encenação da Paixão de Cristo.
Itinerário: Lua de São Jorge/ ponte da Carmelo D’ Agostinho/ Retão.

26 DE MARÇO – SÁBADO SANTO
SOLENE VIGÍLIA PASCAL
Na luz do Evangelho, acende a esperança.
Vem! Calça as sandálias, assume a missão!”

Benção do Fogo e Círio Pascal com Procissão até a Escola Leonel Franca
19h      Com. Santo Antônio, São Francisco e Nossa Srª das Graças
19h30  São Luís de Montfort e Santa Clara

20h00  Solene Vigília Pascal na Escola Pe. Leonel Franca (Paroquial)
22h30  Vigília Paroquial na Comunidade São Luís

27 DE MARÇO – DOMINGO DA RESSURREIÇÃO
“Cristo ressuscitou! Ressuscitou verdadeiramente, Aleluia.”
06h      Solene Missa Pascal na Escola Pe. Leonel Franca (Paroquial)
19h30  Missa na Comunidade São Luis Montfort
Após a missa teremos o tradicional Café da Ressurreição!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Bingo beneficente

PARÓQUIA SÃO LUIS MARIA DE MONTFORT  
JD. RINCÃO

BINGO PAROQUIAL BENEFICENTE 

Em prol da construção da nova Igreja

 


 PRÊMIOS
1º -  2 salários mínimos
2º - 1 TV LED 32
3º - 1 Tablet (7 polegadas)


DIA 20 DE SETEMBRO, A PARTIR DAS 15h
Local: Sociedade Amigos da Parada de Taipas

Av. Deputado Cantídio Sampaio,6530
(em frente à escola Humberto Souza Mello)

O valor das 3 cartelas: R$ 10,00
Rodadas intermediárias com excelentes prêmios

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

QUEM SÃO OS IRMÃOS DE JESUS?

Alguns trechos das Sagradas Escrituras aludem aos supostos ‘irmãos’ de Jesus. A fé católica ensina que Maria Santíssima teve somente um filho: Jesus. E que permaneceu sempre virgem, antes, durante e após o parto. Trata-se de verdades de fé que devem ser aceitas por todos os católicos. Todavia, diante do ensinamento da Igreja, como explicar o versículo 55 do Evangelho de Mateus quando indaga: "Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José Simão e Judas?" (Mt 13, 55) Ou, justificar a seguinte afirmação da Carta de São Paulo aos Gálatas, "depois, três anos mais tarde, fui a Jerusalém, para conhecer Cefas, e fiquei com ele quinze dias. Não me encontrei com nenhum outro apóstolo, a não ser com Tiago, irmão do Senhor." (cf. 1, 18-19)?

As respostas estão contidas na própria Escritura. Quanto aos dois Tiagos mencionados nas listas dos apóstolos, são alcunhados Maior e Menor. Tiago Maior é filho de Zebedeu, irmão de São João; portanto, não é este que é irmão de Jesus. Tiago Menor, por sua vez, é o filho de Alfeu. As várias listas dos Apóstolos trazem esses dois Tiagos.

No Evangelho de Mateus, vê-se: "estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e depois André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu e seu irmão João; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu, Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus." (cf. 10, 2-4)

No Evangelho de Marcos, igualmente: "eram: Simão (a quem deu o nome de Pedro). Tiago, o filho de zebedeu, e João, seu irmão (aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer ‘filhos do trovão’); e ainda André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu." (cf. 3, 16-19)

E, finalmente, no Evangelho de Lucas, "ao amanhecer, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: Simão, a quem chamou Pedro, e seu irmão André; Tiago e João, Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou o traidor." (6, 13-16)

Portanto, o "Tiago, irmão do Senhor", não é filho de José. Alguém poderia alegar que ele é filho somente de Maria, que se casou com outro homem após a morte de José. Porém, nos trechos referentes às mulheres que estavam aos pés da Cruz do Senhor, temos a mãe de Tiago, que é claramente outra pessoa que não a mãe de Jesus:

No Evangelho de Mateus: "grande número de mulheres estava ali, observando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia, prestando-lhe serviços. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José e a mãe dos filhos de Zebedeu." (27, 55-56)

No de Marcos, "estavam ali também algumas mulheres olhando de longe; entre elas Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago Menor e de Joset, e Salomé. Quando ele estava na Galiléia, estas o seguiam e lhe prestavam serviços. Estavam ali também muitas outras mulheres que com ele tinham subido a Jerusalém." (15, 40-41)

Os Evangelhos atestam que havia uma Maria que era mãe de Tiago Menor e de José, mas esta Maria não era a mãe de Jesus. Então, quem era ela? Poderiam os chamados "irmãos” de Jesus serem, na verdade, "primos” dele? É o que se vê no Evangelho de São João, "junto à cruz de Jesus, estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena." (19, 25)

São João expõe de forma clara que havia, aos pés da cruz, uma irmã de Maria Santíssima, ou seja, uma tia de Jesus. O estranho é que diz que essa Maria é esposa de Cléofas, quando anteriormente, se havia dito ser esposa de Alfeu. Como isso ocorre? Conjecturando, é possível que Cléofas e Alfeu fossem a mesma pessoa, com um nome grego e outro judaico. Ou ainda, que essa Maria, tia de Jesus, casou-se duas vezes, uma com Alfeu, concebendo Tiago e outra com Cléofas, com quem teve outros filhos.

Até aqui, tem-se claramente que "Tiago, irmão do Senhor", tinha outro pai e outra mãe. E que esta mãe era, na verdade, tia de Jesus. Na linguagem bíblica temos que irmão, na verdade, significa "primo", ou seja, significa qualquer parentesco masculino que tenha uma ligação de sangue. É a linguagem semítica, como se vê também no Antigo Testamento. Abraão era chamado irmão de Lot, contudo, ao verificar-se a genealogia dele percebe-se que Lot era seu sobrinho, filho de seu irmão.

Assim, o que se tem é uma comprovação de como os textos bíblicos estão em perfeita harmonia com a Tradição Católica. É dela que deriva a fé na Virgindade Perpétua de Maria e, consequentemente, no fato de que não existiram os supostos "irmãos de Jesus".

Pe. Paulo Ricardo

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

COMO ENTENDER O APOCALIPSE?

“O Apocalipse oferece uma imagem do que é a vida do cristão e a vida da Igreja: uma realidade ao mesmo tempo da terra e do céu, do tempo e da eternidade”.

A interpretação do Apocalipse requer critérios precisos deduzidos deste gênero literário. A palavra grega “apokálypsis” quer dizer revelação. O Apocalipse quer incutir nos leitores uma confiança inabalável na Providência Divina em tempos difíceis para os cristãos. Não vamos aqui analisar os simbolismos dos números, animais, aves, monstros, etc..

No fim do século I era cada vez mais difícil a situação dos cristãos no Império Romano por causa da terrível perseguição pelos imperadores romanos. Tudo começou com Nero, no ano 64, e São João escreveu estando exilado na ilha de Patmos, no mar Egeu, na terrível perseguição de Domiciano (81-96). Muitos cristãos desanimados, abandonavam a fé (apostasia) e aderiam às prática pagãs. Foi em tais circunstâncias sombrias que São João escreveu o Apocalipse.

O livro visava encorajar os fiéis. O Apocalipse é, basicamente, “o livro da esperança cristã” ou da confiança inabalável no Senhor Jesus e nas suas promessas de vitória. Ele quer anunciar a “vitória do Bem sobre o mal”, do reino de Cristo sobre o reino do Mal.

Nem todo o livro do Apocalipse está redigido em estilo apocalíptico. Compreende duas partes anunciadas em Ap 1,19-3,22: revisão de vida das sete comunidades da Ásia Menor às quais São João escreve em estilo sapiencial e pastoral; 4,1-22,15: as coisas que devem acontecer depois. Esta é a parte apocalíptica propriamente dita para a qual se volta a nossa atenção: 4,1-5,14: a corte celeste, com sua liturgia. O Cordeiro “de pé, como que imolado” (5,6), recebe em suas mãos o livro da história da humanidade. Tudo o que acontece no mundo está sob o domínio do Senhor, que é o Rei dos séculos. A parte apocalíptica do livro se abre com uma grandiosa cena de paz e segurança; qualquer quadro de desgraça está subordinado a isso.

O núcleo central do sentido do Apocalipse apresenta, sob forma de símbolos, a luta entre Cristo e Satanás, luta que é o eixo de toda a história. Os sete selos revelam esta luta. A seguir, de 17,1 a 22,17, após os três septenários, ocorre a queda dos agentes do mal: 17,1-19,10: a queda de Babilônia (símbolo da Roma pagã); 19,11-21: a queda das duas Bestas que regem Babilônia (o poder imperial pagão e a religião oficial do império); 20,1-15: a queda do Dragão, instigador do mal.

A seção final (21,1-22,15) mostra a Jerusalém celeste, Esposa do Cordeiro o oposto da Babilônia pervertida. Os versículos 22,16-21 constituem o epílogo do livro.

Em resumo, as calamidades que o Apocalipse apresenta a se desencadear sobre o mundo, não podem ser interpretadas ao pé da letra. Unindo as aflições na terra e alegria no céu, quer dizer aos seus leitores que as tribulações desta vida estão de acordo com a Sabedoria de Deus; foram cuidadosamente previstas pelo Senhor, dentro de um plano harmonioso, onde nada escapa, embora não entendamos.

Ao padecer as aflições da vida cotidiana, os cristãos não devem desanimar. Foi uma forma de consolo que o Apocalipse queria incutir aos seus leitores; não só do século I, mas de todos os tempos da história; isto é, os acontecimentos que nos atingem aqui na terra fazem parte da luta vitoriosa do Bem sobre o mal; é a prolongação da obra do Cordeiro que foi imolado, mas atualmente reina sobre o mundo com as suas chagas glorificadas (cf. c.5). Os cristãos na terra gemem, mas os bem-aventurados na glória cantam aleluia.

No céu os justos não se desesperam com que acontece com os que sofrem na terra; antes, continuam a cantar jubilosamente a Deus porque percebem o sentido das nossas tribulações. O Apocalipse quer mostrar que essa mesma paz do céu deve ser também a dos cristãos na terra, porque, embora vivam no mundo presente, já possuem em suas almas a eternidade e o céu em forma de semente, pela graça santificante, que é a semente da glória celeste.

Assim o Apocalipse oferece uma imagem do que é a vida do cristão e a vida da Igreja: uma realidade ao mesmo tempo da terra e do céu, do tempo e da eternidade. A vida do cristão é celeste, deve ser tranquila, como a vida dos justos que no céu possuem em plenitude aquilo mesmo que os cristãos possuem na terra em gérmen.

A sua mensagem básica do Apocalipse é esta: as desgraças da vida presente, por mais aterradoras que pareçam, estão sujeitas ao sábio plano da Providência Divina, a qual tudo “faz concorrer para o bem daqueles que O amam” (Rm 8,28).

Prof. Felipe Aquino

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O PRINCÍPIO MARIANO NA IGREJA

1. Princípios fundamentais da Igreja. O filósofo e teólogo suíço Hans Urs von Balthazar (1905 - 1988) procurou responder à pergunta: quais são as dimensões fundamentais da Igreja? Isto é, qual é o seu perfil, o que pertence à sua natureza? Para apresentar as intuições de sua reflexão, o sacerdote irlandês Brendan Leahy escreveu recentemente o livro: O PRINCÍPIO MARIANO NA IGREJA, traduzido para o português e publicado, em 2005, pela Cidade Nova.
2. Princípios constitutivos da Igreja. Estudando a vida das primeiras comunidades cristãs, von Balthazar identificou quatro princípios que constituem a estrutura fundamental da Igreja: o princípio petrino, o princípio paulino, o princípio joanino e o princípio jacobita. O teólogo suíço concluiu, porém, que a Igreja tem também um outro princípio, que abraça esses quatro: o princípio mariano. Segundo ele, esse princípio diz respeito àquela dimensão da Igreja que continua e ressoa o sim de Maria a Deus. “É um sim repetido por todo o povo de Deus – leigos e clero – e ecoa por meio deles. (...) No princípio da aventura evangélica, ele depara-se com a Mulher do Evangelho na pequena casa de Nazaré, onde todo o cristianismo encontra, por assim dizer, sua centelha inspiradora” (p. 14). É preciso, pois, olhar para essa mulher, verdadeiro modelo para todos.
            2.1 - Princípio petrino: é o mais conhecido; lembra a figura de Pedro. Referir-se a Pedro é direcionar o pensamento para a proclamação do querigma e sua realização concreta na vida cristã. “A continuação da missão de Pedro tem a ver com o Credo pregado de maneira ordinária em todo o mundo mediante o ministério pastoral. É a dimensão hierárquica e institucional da Igreja, que representa a dimensão “objetiva” de santidade” (p. 74).
            2.2 - Princípio paulino: “é ligado ao caráter missionário de Paulo, o apóstolo dos gentios, aquele que se tornou cristão por pura graça, sem méritos e obras, rompendo irremediavelmente com o passado. Podemos ver a missão de Paulo continuar na irrupção vinda do alto, imprevista e sempre nova, de novos carismas na história da Igreja. É um princípio profético e celeste, no qual estão implicados os grandes carismas missionários, as grandes conversões, as grandes visões com que a Igreja é brindada pelas palavras ditadas pelo Espírito” (p. 75).
            2.3 - Princípio joanino: “João é o discípulo predileto, o evangelista do Mandamento Novo”. A missão de João é uma missão de unidade. “Essa dimensão da Igreja é encarnada por todos aqueles que vivem os conselhos evangélicos e cuja missão é o amor contemplativo: eles comunicam a mensagem de que, no amor, tudo é possível” (p. 75).
            2.4 - Princípio jacobita: é baseado em Tiago, que parece ter ocupado o lugar de Pedro quando este deixou Jerusalém (At 12,17). “No Concílio dos Apóstolos ele conduziu a moção decisiva para a reconciliação entre cristãos, judeus e gentios (At 15,13-21). Ele representa, sobretudo, a continuidade entre a Antiga e a Nova Aliança, representa a Tradição, a legitimidade da letra da Lei contra um espiritualismo puro. (...) É aquela dimensão eclesial que afirma o sentido histórico das coisas, a continuidade, a Tradição, o direito canônico. Esse princípio é personificado naquelas pessoas cuja missão é recordar a necessidade de estarmos ancorados na primeira experiência e a importância de retornarmos às origens da nossa história cristã para reencontrar nova luz para continuar” (p. 77).
Cada um desses princípios permanece na Igreja; não se trata de princípios isolados, pois cada um deles participa de todos os outros.
            2.5 - Princípio mariano: Maria personifica a Igreja. Ela “é a mãe que gerou o Verbo, de quem a Igreja nasce, e é esposa que coopera com Cristo no evento da Redenção. Maria é, portanto, aquele princípio da Igreja que abraça tudo” (p. 76). Nesse princípio, todos os demais perfis da Igreja encontram sua unidade.   
              Se cada um dos quatro primeiros princípios fosse absoluto, seria uma perda para a Igreja. Dominando o elemento jacobita, baseado na importância da lei e da Tradição, acabaríamos fundamentalistas, apegando-nos a formas obsoletas; se o mesmo acontecesse com a dimensão petrina, a Igreja passaria a ser vista como uma mera organização; caso prevalecesse a característica paulina da liberdade do Espírito, seria considerado importante aquele que fosse popular e que estivesse na moda; o domínio do princípio joanino daria como consequência a busca do amor como “experiência” e uma atenção unilateral questões sociais (cf. p. 156).
            Existe uma “tensão” permanente na vida da Igreja, pois esses quatro princípios precisam coexistir. Mas é justamente essa a missão de Maria na Igreja: uni-los. É em Maria que se articulam e se unem os diversos princípios da vida da Igreja, pois foi nela que Deus voltou seu olhar para o mundo e se revelou como Trindade (cf. pp. 156-157).
            3. Os mistérios de Maria e sua espiritualidade. Se Maria é o princípio que une os demais, o que seria essencial nela? Para responder a essa pergunta, precisamos contemplar os doze mistérios de Maria que, para von Balthasar, são como que “estrelas”do céu (pp. 79-80):
1.      A Anunciação (Lc 1,26-38)
2.      A gravidez (Lc 1; Mt 1)
3.      A visita a Isabel e o canto do Magnificat (Lc 1,39-56)
4.      O nascimento de Nosso Senhor (Mt 2,1-12; Lc 2,1-20)
5.      A apresentação no Templo (Lc 2,21-40)
6.      A fuga para o Egito (Mt 2,13-23)
7.      O reencontro de Jesus no Templo (Lc 2,41-52)
8.      As bodas de Caná (Jo 2,1-11)
9.      A rejeição de Maria e dos irmãos (Mt 12,46-50; Mc 3,31-35; Lc 8,19-21)
10.  A bênção dos fiéis (Lc 11,28)
11.  Maria aos pés da cruz (Jo 19,25-28)
12.  Maria em oração com a Igreja (At 1,14)
4. A espiritualidade das espiritualidades. Para von Balthasar, a “espiritualidade das espiritualidades”na Igreja é mariana – entendendo-se espiritualidade cristã como um modo de viver. “A vocação de cada cristão e da Igreja inteira é – por assim dizer – “viver” Maria em sua transparência para com Cristo, a ponto de se poder afirmar: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). A espiritualidade mariana tem a ver com o deixar que Cristo se forme em nós, por obra do Espírito Santo. A espiritualidade pessoal de Maria está centrada no seu sim transparente a Deus, e é esse o elemento comum a todos na Igreja, antes mesmo da diferenciação das espiritualidades específicas” (p. 191-192). Isso implica três dimensões fundamentais:
4.1 - Abertura ao mistério do amor de Deus: isto é, disponibilidade diante de qualquer coisa que Deus queira. “Esse é o ponto fundamental da espiritualidade cristã – saber e crer que Deus nos escolheu e amou, e que nós podemos escolhê-lo respondendo ao seu chamado. É o nosso sim a Deus dia após dia” (p. 192), ficando feliz, como Maria, com tudo o que o Senhor dispor para nós.
4.2 - Resposta à Palavra: “a espiritualidade de Maria está centrada na Palavra que se faz carne, que se faz Eucaristia, que se faz Igreja... Viver essa espiritualidade significa colocar em prática a Palavra de Deus, a ponto de participar em nossa vida cotidiana da kénosis de Cristo na cruz, construindo assim a comunhão da Igreja” (p. 192).
4.3 - Uma existência materna e “cristófora”: Maria é a Theotókos. Ela carrega Deus. Podemos descrever sua vida como “uma existência cristófora”. Cada pessoa que recebeu o batismo foi escolhida e chamada para deixar que Cristo seja gerado em si e para levar Cristo Ressuscitado aos outros. Viver essa “existência cristófora” implica viver alguns elementos-chave da espiritualidade de Maria: a escuta do Espírito Santo, o amor ao próximo, à Eucaristia e à Igreja (cf. pp. 192-193). 
5. Mãe da Igreja. A vida de Maria é feita de oração e contemplação. Sua contemplação nada tem de fuga ou de um fechar-se em si mesma, mas é uma atitude de vida essencialmente social, porque seus frutos revertem em benefício para toda a Igreja (cf. p. 193). Compreende-se, pois, o título que a Mãe de Jesus recebeu do Papa Paulo VI, no final da 3ª Sessão do Concílio Vaticano II (21.11.1964): Mãe da Igreja: “Para glória da Virgem e para nosso conforto, proclamamos Maria Santíssima «Mãe da Igreja», isto é, de todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que lhe chamam Mãe amorosíssima; e queremos que com este título suavíssimo seja a Virgem doravante honrada e invocada por todo o povo cristão. Trata-se, veneráveis irmãos, de um título que não é novo para a piedade dos cristãos; porque antes é justamente com este nome de Mãe, de preferência a qualquer outro, que os fiéis e a Igreja toda costumam dirigir-se a Maria. Em verdade, ele pertence à genuína substância da devoção a Maria, achando sua justificação na própria dignidade da Mãe do Verbo Encarnado. (...) Auguramos, pois, que, com a promulgação da Constituição sobre a Igreja, selada pela proclamação de Maria Mãe da Igreja, isto é de todos os fiéis e pastores, o povo cristão se dirija à Virgem santa com maior confiança e ardor, e a ela tribute o culto e a honra que lhe competem.”  
            6. A “noite escura” da humanidade. Von Balthasar, constatando o humanismo ateu do mundo contemporâneo, retoma um tema de S. João da Cruz – o da “noite escura”- e conclui: estamos vivendo numa época caracterizada pela “noite escura coletiva” (cf. p. 226), na qual predomina o racionalismo, isto é, uma cultura envolvida pelo materialismo, pela busca do fazer e do ter. A humanidade precisa se debruçar, novamente, sobre o mistério dos desígnios de Deus. Maria, “a humanidade realizada e o cumprimento da Criação” (p. 228); a primeira discípula, a mãe de Cristo Crucificado e Ressuscitado; Maria, a mãe da Igreja, pode, como ninguém, inspirar a humanidade nesse momento, pois ela dá testemunho do primado do amor – amor recebido, correspondido e repartido.

Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de Florianópolis

sábado, 1 de novembro de 2014

MISSA DA FAMÍLIA - ORANDO POR NOSSAS FAMÍLIAS!


Missa das famílias: toda última sexta de cada mês, às 20:00. Com adoração ao Santíssimo Sacramento, na Comunidade São Luis Montfort. Venha você também rezar por sua família. 

MISSA DO DIA 25.10.2014
O que enriquece a família?
Três palavras importantes: VALORIZAR - AMAR - PERDOAR

VALORIZAR o que temos de mais importante: a família.
AMAR é crescer a cada dia no amor. Pais, filhos, maridos, esposas, não tenham medo de dizer: Eu te amo.
PERDOAR; Os que me magoam são os que mais estão perto de mim. Não vá dormir sem pedir perdão, sem se reconciliar. O perdão cura, liberta.